Em mais de 50 dias de campanha, distribuídos por Brasil, Chile e Paraguai, a difusão de “Integracionistas: O Rio, a Rota e o Mundo” seguiu três estratégias de comunicação, cada uma falando a língua nativa do canal em que estava inserida. 

Os números da campanha mostram, com clareza, que Instagram, Facebook e o portal institucional não competiram entre si por atenção: dividiram o trabalho.

Instagram: a velocidade da comoção

Foram 52 publicações em 54 dias, das quais 59,6% em formato Reel. A escolha reflete a lógica do próprio Instagram, que privilegia vídeo vertical e ritmo rápido de consumo. O resultado: 73.327 contas alcançadas, 122.084 visualizações e 4.612 interações diretas, entre curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos. Os Reels concentraram sozinhos 40.545 do alcance total.

Dois momentos ilustram o papel do canal como amplificador emocional em tempo real. O anúncio da aprovação do PL que batiza a ponte com o nome de Heitor Miranda dos Santos gerou 9.544 visualizações e 6.495 contas alcançadas em um único post — o pico de toda a campanha. E, em Iquique, a publicação institucional chilena sobre a avant-première no Chile somou 21.774 contas alcançadas e 40.949 visualizações, num salto que só a lógica de compartilhamento e descoberta do Instagram permite. 

O Instagram foi o espaço da comoção instantânea: onde a notícia vira sentimento e o público reage no calor da hora.

Facebook: a ponte com o jornalismo

No Facebook, foram 67 publicações em 51 dias: mais posts que no Instagram, mas com alcance orgânico proporcionalmente menor (4.363 contas, 8.037 visualizações). 

A diferença não é falha de desempenho: é diferença de função. Mais de um quarto do conteúdo (26,9%) foi composto por links e notícias, e o canal foi responsável por 316 cliques gerados.

O Facebook funcionou como o elo entre a campanha e a cobertura de imprensa, reunindo em um único lugar as nove inserções catalogadas em veículos como TVE MS, Portal Midiamax, Rede RTC (Chile) e a Universidad Nacional de Asunción.

É também no Facebook que a mesma notícia da ponte Heitor Miranda dos Santos aparece com outro comportamento: 3.513 visualizações e 310 interações, o maior resultado orgânico do canal, mas uma fração do desempenho do mesmo conteúdo no Instagram. 

O padrão se repete em toda a campanha: o Facebook entrega menos volume, porém cumpre um papel que os outros canais não cumprem, o de vitrine de clipping e ponte institucional com o jornalismo.

O portal institucional: a memória que não expira

Enquanto redes sociais operam em feeds que se renovam e apagam o conteúdo anterior em entrega algorítmica, este portal foi concebido para o oposto: ser o repositório permanente da campanha. 

São 13 reportagens aprofundadas, em português e espanhol, organizadas em quatro eixos: resgate histórico e memória dos pioneiros (30,8%), turnê internacional e cooperação regional (30,8%), avant-premières oficiais (23,1%) e ficha técnica e imprensa estadual (15,3%) —, de acesso gratuito e sem prazo de validade.

É aqui que um post de Reel de 15 segundos vira contexto: a mesma aprovação do PL da ponte, que viralizou no Instagram e circulou como link no Facebook, ganha neste portal uma reportagem completa, com histórico, personagens e desdobramentos. O tipo de material que pesquisadores, gestores públicos e a sociedade civil poderão consultar daqui a cinco, dez anos, quando os posts originais já não estiverem mais visíveis nos feeds.

Três canais, uma só história

Nenhum dos três canais substitui o outro. O Instagram gerou comoção e viralização; o Facebook conectou a campanha à imprensa e sustentou o tráfego de cliques; o portal institucional preservou tudo isso como memória histórica e documento público. 

É essa divisão de funções que explica por que “Integracionistas: O Rio, a Rota e o Mundo” alcançou públicos tão diferentes em três países sem perder, em nenhum momento, a mesma linha editorial.


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